Marcha para Jesus reúne 33,8 mil pessoas e contou com a presença de Flávio, Tarcísio e Messias no palco principal em São Paulo


A 34ª edição da Marcha para Jesus, realizada em São Paulo na última quinta-feira, reuniu cerca de 33,8 mil fiéis no centro da capital, de acordo com o Monitor do Debate Político da USP. Embora a organização do evento tivesse prometido barrar atos políticos, o senador Flávio Bolsonaro utilizou o espaço para fazer discursos com forte teor eleitoral, criticando o governo federal e associando-o ao que chamou de "mundo do mal". O parlamentar dividiu o trio elétrico com o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, enviado como representante do presidente Lula para demonstrar respeito à comunidade evangélica.

Enquanto Flávio Bolsonaro discursava e cantava louvores segurando a bandeira de Israel, o ministro Jorge Messias manteve uma postura discreta e não se pronunciou ao público, limitando-se a intermediar uma ligação telefônica amigável entre Lula e o apóstolo Estevam Hernandes. O evento também contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas e do prefeito Ricardo Nunes, cujas participações já estavam previstas institucionalmente por apoiarem a logística da marcha. As manifestações políticas da ala bolsonarista ocorreram em meio a um clima de bastidores tenso, após uma operação recente da Polícia Civil que atingiu contratos da prefeitura paulistana relacionados a aliados do ex-presidente.

A caminhada religiosa percorreu cerca de 3 quilômetros entre a Estação da Luz e a Praça Heróis da FEB, onde uma grande estrutura recebeu apresentações de música gospel previstas para durar até a noite. Os pesquisadores da USP ressaltaram que a contagem oficial de público focou no trajeto matutino, pois as restrições de voo de drones perto do Aeroporto Campo de Marte impediram o monitoramento aéreo da praça, local que concentrou a maior parte dos participantes. Fora da capital, o cenário político também se movimentou no mesmo feriado com a visita do pré-candidato Fernando Haddad a Matão, no interior do estado, onde fez duras críticas à atual gestão de segurança pública de Tarcísio.

Fonte: G1

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