Por Redação A Voz da Região
Fonte: Folha Notícias - FN10
A saúde pública do município de Vinhedo enfrenta uma severa crise estrutural que tem gerado intensas queixas por parte dos usuários da rede municipal. O estopim para o agravamento da situação foi a interrupção das atividades de porta aberta do Pronto-Socorro da Santa Casa, justificada pela administração municipal como uma pausa para reformas. Desde então, a Unidade de Pronto Atendimento, que já operava sob constantes reclamações devido à lentidão nos serviços, passou a centralizar a demanda local, resultando em superlotação crônica e um salto expressivo no tempo de atendimento aos cidadãos.
A infraestrutura da unidade de pronto atendimento não tem se mostrado suficiente para absorver o fluxo remanescente do hospital. Pacientes relatam cenários alarmantes nos bastidores da espera por socorro médico, apontando um deficit severo no mobiliário básico, como a falta de macas e assentos para acomodar os enfermos de forma digna. Registros visuais obtidos no local expõem a gravidade do cenário, mostrando munícipes deitados nas calçadas na área externa do prédio enquanto aguardam a triagem ou o chamado para as consultas.
A conjuntura atual alimenta um clima de forte desconfiança entre os moradores e o corpo de funcionários do setor. Existe o receio generalizado de que o fechamento do pronto-socorro do hospital não seja temporário, mas sim um passo inicial para a desativação permanente do atendimento direto ao público geral. O temor é que a Santa Casa passe a operar exclusivamente como unidade de referência para casos graves regulados, transferindo de forma definitiva toda a demanda espontânea do município para a estrutura da unidade de pronto atendimento, que já apresenta evidentes sinais de colapso.
O sentimento de indignação é compartilhado por quem depende do sistema e se vê desamparado diante da imprevisibilidade do tempo de espera, que varia de uma a várias horas em condições precárias de conforto. A comunidade reivindica a reabertura imediata e o funcionamento pleno do pronto-socorro da Santa Casa como a única alternativa viável para descentralizar os atendimentos e restabelecer a dignidade no serviço de saúde local. Questionada sobre o planejamento e o andamento das obras, a Prefeitura de Vinhedo reiterou que a suspensão das atividades no hospital decorre estritamente da necessidade de reformas na estrutura física da instituição.


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