O comércio de Vinhedo enfrenta um momento crítico, com o fechamento de 52 estabelecimentos apenas em 2026, o maior número já registrado na cidade. Este cenário é alarmante, superando até os fechamentos durante a pandemia, e reflete uma forte retração econômica local.
Entre os principais fatores apontados pelos comerciantes estão a alta carga tributária e o aumento considerado abusivo de impostos e taxas. O reajuste do IPTU, que subiu de R$ 1.600 para R$ 4.200, e a taxa de lixo, que passou de R$ 70 para R$ 530, têm sido decisivos para o fechamento de negócios. Além disso, a contribuição de iluminação pública (CIP) chegou a aumentar até 300%, e os custos de energia elétrica também subiram significativamente, de R$ 520 para R$ 890.
Apesar das tentativas da Associação Comercial e Industrial de Vinhedo (ACIVI) de estimular o setor por meio de campanhas promocionais e eventos, muitos comerciantes não conseguiram suportar os altos custos. Um empresário que fechou sua lanchonete no Centro relatou a impossibilidade de continuar devido aos aumentos.
Esse cenário local espelha uma realidade nacional, onde 81% dos brasileiros perceberam queda no poder de compra e 88% notaram elevações nos preços dos alimentos. Em Vinhedo, a combinação da queda nas vendas e o aumento dos custos resultaram em portas fechadas e uma preocupação crescente com o futuro econômico da cidade.
Fonte: Folha Notícias - FN10

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