Academia usava carga semanal de cloro em um dia, afirma Delegado após morte de aluna na piscina


O delegado responsável pela investigação da morte de Juliana Faustino Bassetto, ocorrida após uma aula de natação na Zona Leste de São Paulo, revelou que a academia utilizava uma quantidade excessiva de cloro. Em um único dia, a C4 Gym aplicava a mesma quantidade que deveria ser usada em uma semana. Juliana faleceu no sábado (7), e outras seis pessoas apresentaram sintomas semelhantes, com três delas, incluindo o marido da vítima, sendo internadas.

A Polícia Civil suspeita de intoxicação por cloro, mas o laudo pericial ainda não foi concluído. O delegado Alexandre Bento informou que a manipulação inadequada do cloro, realizada por um manobrista não qualificado, pode ter liberado gases tóxicos. Imagens de câmeras de segurança mostram fumaça branca saindo de um balde momentos antes da aula e as vítimas pedindo socorro. O manobrista, Severino José da Silva, alegou ter seguido ordens de um sócio da academia e não será responsabilizado.

Os três sócios da C4 Gym foram indiciados por homicídio com dolo eventual, e a Justiça decidirá sobre a prisão temporária deles, após tentativas de obstruir a investigação. O delegado afirmou que a negligência dos proprietários contribuiu para o trágico resultado. Emocionada, a mãe de Juliana expressou sua dor, dizendo que a perda é difícil de aceitar e que a irresponsabilidade de alguém tirou a vida de sua filha.

Fonte: G1

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