Mulher presa por injúria racial exige delegado branco


Uma gaúcha, identificada como Gisele Madrid Spencer Cesar, de 50 anos, foi presa em flagrante por injúria racial contra uma comerciante em Salvador. O incidente ocorreu durante um evento no Pelourinho, onde Gisele supostamente ofendeu a vítima, chamada Hanna, ao cuspir nela e afirmar que era "branca". Após o ocorrido, Gisele foi levada à Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), onde manteve comportamentos discriminatórios, pedindo atendimento exclusivo de um delegado branco.

O ataque verbal aconteceu durante uma festa na Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, sem qualquer interação prévia entre Gisele e Hanna. A vítima relatou que, após uma venda, Gisele a chamou de "lixo" e a ofendeu diretamente. A polícia, que conduziu a prisão, ressaltou que o comportamento racista persistiu na delegacia. Gisele, que estava na cidade a turismo, passará por audiência de custódia nesta sexta-feira (23), quando será avaliada a legalidade de sua prisão.

As penalidades para a injúria racial são severas, já que o crime é considerado equiparado ao racismo, sendo inafiançável e imprescritível. As penas variam de dois a cinco anos de prisão. A situação também levantou críticas sobre a atuação da segurança do evento e da polícia, com a vítima expressando preocupação sobre a forma como a situação foi manejada. Gisele permanece detida à disposição da Justiça.

Fonte: G1

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