Em 2025, o governo federal resgatou 2.772 trabalhadores em condições análogas à escravidão no Brasil, um aumento de 26,8% em relação a 2024, quando 2.186 resgates foram realizados. A Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) destacou que, ao longo do ano, foram realizadas 1.594 ações fiscais específicas, resultando no pagamento de mais de R$ 9 milhões em verbas rescisórias. As fiscalizações atingiram mais de 48 mil trabalhadores, garantindo direitos trabalhistas, mesmo que não estivessem em situação irregular grave.
Um dado relevante é que, pela primeira vez, o número de trabalhadores resgatados em áreas urbanas (68%) superou o de áreas rurais. Os setores que mais contribuíram para o resgate incluíram obras de alvenaria, administração pública e cultivo de café. A SIT também enfatizou a necessidade de um foco maior nas trabalhadoras domésticas, que frequentemente enfrentam condições de vulnerabilidade.
As irregularidades mais comuns encontradas incluem trabalho em condições degradantes e a falta de registro formal. Em 2025, o Brasil registrou um recorde de 4.515 denúncias de trabalho escravo, abrangendo casos de trabalho infantil e jornadas exaustivas. O governo reforçou que, para erradicar essa prática, é essencial uma ação conjunta do Estado e da sociedade civil, envolvendo políticas sociais e educacionais. Para denunciar, a população pode utilizar o Sistema Ipê, garantindo anonimato ao denunciante.
Fonte: G1

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