Após passar por 4 países em 14 dias, brasileiro que morava na Ucrânia consegue chegar a São Paulo - A Voz da Região

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segunda-feira, 14 de março de 2022

Após passar por 4 países em 14 dias, brasileiro que morava na Ucrânia consegue chegar a São Paulo

Segundo matéria do portal G1 o brasileiro Walther Lang, de 47 anos, conseguiu fugir da Ucrânia e retornar para o Brasil nesta quinta-feira (10), mas para isso teve que encarar passagem por nove cidades e quatro países em 14 dias de viagem. Casado com uma ucraniana, o artista digital vivia havia oito anos entre Brasil e Ucrânia. Nos últimos quatro, fixou residência em Kiev com a esposa, Oksana Kuiantseva. Com o início dos ataques à capital, Lang decidiu deixar a Ucrânia já no segundo dia de guerra, 25 de fevereiro, e começou a longa jornada para chegar em São Paulo, onde mora seu irmão. A primeira etapa foi uma viagem de 26 horas de carro rumo à cidade de Truskavets, em uma região montanhosa do país, conhecida por suas estações de esqui. “"A escolha de ir para lá foi porque tem muitos hotéis nessa região. Foi o único local mais seguro de chegar e ter um quarto para poder ficar”, contou o brasileiro. Dali, Lang decidiu pegar um trem para Lviv, cidade que fica perto da divisa com a Polônia, na tentativa de conseguir cruzar a fronteira. “Na estação de trem, a disputa a noite inteira foi por tomadas elétricas. Tem muito celular e poucas tomadas”, disse. Foi também na estação de trem de Lviv, já no 4º dia de viagem, onde o brasileiro encontrou um bicho de pelúcia — provavelmente deixado para trás por uma criança. Ele acabou se tornando o único companheiro de Walther durante os próximos dias A esposa do brasileiro decidiu ficar em Lviv, atuando como voluntária para ajudar o exército ucraniano. O casal acordou que Walther seguiria viagem rumo ao Brasil. "Foi uma decisão muito difícil concordar que ele iria, e eu ficaria. No último dia ele estava me implorando pra ir junto com ele e ficar segura", conta Oksana, que também não quis deixar a mãe dela, que se recusou a deixar o país. De Lviv, o brasileiro partiu em um ônibus de ajuda humanitária rumo à Polônia. Após algumas horas de viagem, o grupo chegou ao posto policial que fica na fronteira com o país vizinho. Com os documentos aprovados, eles estavam autorizados a seguir viagem. Mas o ônibus não dava partida. “Foram duas horas até ele funcionar. Imagina a cena: o ônibus estava a 20 centímetros da faixa que divide a Ucrânia da Polônia, e a gente nessa faixa e o ônibus não pegando”, conta.

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