Por: Redação A Voz da Região
Fonte: G1
A Polícia Civil identificou e ouviu o motociclista suspeito de cometer uma série de ataques sexuais contra mulheres que pedalavam pelas ruas de Guarujá, no litoral de São Paulo. Apontado pelas investigações como "maníaco", o homem confessou a autoria dos crimes na Delegacia Sede do município. A polícia investiga pelo menos cinco casos confirmados e acredita que outras vítimas possam surgir.
A identificação do suspeito foi possível após o trabalho de inteligência que cruzou relatos de vítimas, imagens de câmeras de monitoramento e o rastreamento da placa de sua motocicleta. Nos ataques, o investigado usava uma bag de entregador para disfarçar a ação e se aproximava das mulheres por trás, de forma covarde e sem dar chance de defesa.
Uma das vítimas identificadas é uma menina de apenas 12 anos. Diante da gravidade, a Polícia Civil analisa o enquadramento do suspeito nos crimes de estupro e estupro de vulnerável, cujas penas são muito superiores à de importunação sexual (que é de até 5 anos) e podem chegar a 12 anos de prisão.
Apesar de ter prestado depoimento e confessado os ataques, o investigado não permaneceu preso devido ao Artigo 236 do Código Eleitoral. A legislação proíbe a prisão de qualquer eleitor nos cinco dias anteriores à eleição e até 48 horas após o encerramento da votação, exceto em casos de flagrante delito, sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto.
Como o suspeito não foi pego no momento da ação, a Polícia Civil utiliza o período para estruturar a fundamentação jurídica e pedir a prisão preventiva do acusado assim que o prazo eleitoral expirar.
O delegado responsável pelo caso reforça o apelo para que outras mulheres que tenham sido abordadas pelo motociclista procurem a Delegacia Sede de Guarujá para registrar o boletim de ocorrência, ressaltando que o depoimento da vítima é a prova mais importante para garantir a prisão do agressor.



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