Sem rescisão, mais de 3 mil ex-funcionários das Casas Bahia aguardam pagamentos após onda de demissões


 Da Redação A Voz da Região
Fonte: G1

O Grupo Casas Bahia solicitou recuperação judicial para renegociar uma dívida calculada em R$ 17,3 bilhões. No entanto, para cerca de 3 mil trabalhadores, o impacto da crise começou dias antes do pedido formal, quando a varejista iniciou uma sequência de demissões em massa e encerrou as atividades de 298 lojas espalhadas pelo país.

Ao acionar a Justiça, a empresa incluiu os ex-colaboradores na lista de credores. Com isso, os valores das verbas rescisórias foram congelados e dependem da aprovação do plano de recuperação judicial para serem liberados. Além do atraso nos pagamentos, trabalhadores relatam entraves burocráticos para ter acesso a direitos básicos, como a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o requerimento do seguro-desemprego.

A situação é agravada por um impasse na Justiça do Trabalho. O corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro José Roberto Freire Pimenta, rejeitou o pedido da empresa para cassar a decisão que suspendeu os desligamentos coletivos — ação motivada por contestação da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC).

Com essa manutenção, segue em vigor a ordem para que a Casas Bahia reative provisoriamente os contratos de trabalho e os benefícios dos funcionários afetados. A determinação também proíbe o grupo de realizar novas demissões sem negociação prévia com as entidades sindicais. O recurso apresentado pela varejista segue pendente de julgamento no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), ainda sem data definida para análise.

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