Por Da Redação / A Voz da Região
Fonte: G1
O Ministério da Justiça oficializou, nesta segunda-feira (21), a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF). A medida foi tomada após o encerramento de processo disciplinar por abandono de cargo, motivado por faltas injustificadas ao serviço por período superior a 30 dias consecutivos. A portaria foi assinada pelo ministro Wellington Lima e Silva e publicada no Diário Oficial da União.
Eduardo estava licenciado da PF desde 2015 para o exercício do mandato parlamentar na Câmara dos Deputados. No entanto, teve o mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em mais de um terço das sessões deliberativas do ano, conforme prevê a Constituição Federal. Morando nos Estados Unidos desde 2025, o ex-deputado não retornou às atividades na corporação após a perda do mandato. O órgão esclareceu que ele estava sem receber remuneração da PF desde que assumiu a vaga no Legislativo.
Na última sexta-feira (18), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) também manteve, por unanimidade, a condenação de Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto. Ele é acusado de tentar interferir nas decisões do Judiciário brasileiro junto a autoridades dos Estados Unidos na apuração da trama golpista. Com a decisão, ele também fica inelegível por 12 anos.


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