Durante décadas, aprendemos que trabalhar duro era fazer hora extra, aguentar pressão, vestir a camisa e colocar o trabalho no centro da vida. Milhões seguiram esse caminho. E o que muitos jovens viram em casa? Pais saindo cedo, chegando tarde, finais de semana perdidos, estresse, problemas de saúde, relacionamentos desgastados e, muitas vezes, anos de dedicação a empresas que não hesitaram em substituí-los. Essa foi uma das maiores referências que a Geração Z recebeu sobre o trabalho.
Por isso, talvez seja fácil demais dizer que o jovem não quer trabalhar. Ele quer. O que mudou é o que espera dessa relação. Quer salário justo, oportunidade de crescer, respeito, flexibilidade, propósito e qualidade de vida. Não quer necessariamente viver para trabalhar.
As empresas também estão diante de uma mudança. Contratar já não basta. É preciso conquistar, desenvolver e manter bons profissionais. O trabalhador passou a avaliar a empresa tanto quanto a empresa avalia o trabalhador.
Isso não significa que o jovem esteja sempre certo. Nem que as empresas estejam erradas. Significa que a relação com o trabalho está mudando. A geração anterior aprendeu a suportar mais. A atual parece mais disposta a questionar.
Talvez a discussão não seja sobre quem está certo ou errado, mas sobre como construir uma relação em que produtividade e resultados caminhem junto com respeito, desenvolvimento e qualidade de vida. O trabalho mudou. E as empresas que entenderem isso antes podem ter uma vantagem importante no futuro.
Fonte: @wagner.soares3

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