Da Redação – A Voz da Região
Fonte: G1
A Diocese de Jundiaí (SP) anunciou, nesta sexta-feira (7), a excomunhão do padre Rodrigo de Oliveira Silva. A punição foi motivada pela confirmação da adesão do sacerdote à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, uma comunidade ultraconservadora declarada em situação de cisma com a Santa Sé. Em nota oficial, o bispo diocesano Dom Arnaldo Carvalheiro Neto enfatizou a gravidade da sanção e o rompimento do grupo com as diretrizes do Vaticano.
O sacerdote já havia pedido afastamento da diocese de Jundiaí em fevereiro. A excomunhão representa a pena medicinal mais severa no Direito Canônico da Igreja Católica, proibindo o punido de celebrar ou receber sacramentos e de exercer funções eclesiásticas. O bispo ressaltou que os atos do ministério do religioso tornam-se ilícitos, alertando especificamente que as absolvições e os casamentos assistidos por ele carecem de validade e são considerados nulos perante a Igreja.
Natural de Cajamar (SP), Rodrigo de Oliveira da Silva formou-se em Filosofia e Teologia pelo Seminário Diocesano de Jundiaí em 2009, tendo sido ordenado presbítero em 2011. Antes do afastamento, atuava na Paróquia Santo Antônio. Atualmente, o religioso promove uma campanha de arrecadação virtual para a abertura de uma comunidade própria, iniciativa iniciada em março de 2026 que já ultrapassa a marca de R$ 70 mil em doações.
A medida da diocese jundiaiense alinha-se com as determinações recentes de Roma relativas à Fraternidade São Pio X. A organização tradicionalista rejeita reformas litúrgicas promovidas a partir do Concílio Vaticano II, tais como a celebração do rito com o sacerdote voltado ao povo, o ecumenismo e a laicidade do Estado. Até o fechamento desta edição, não foi obtido contato com a defesa do sacerdote.

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