Tenente-coronel acusado de assassinar a esposa é aposentado pela PM de SP com salário de R$ 22 mil


A Polícia Militar de São Paulo confirmou a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que está preso acusado de matar a esposa, a também policial Gisele Alves Santana. Com a decisão, ele passa oficialmente para a reserva da corporação. A partir deste mês de junho, o pagamento do seu salário deixa de ser feito pela Polícia Militar e passa a ser responsabilidade da SPPrev, o órgão de previdência do governo do estado.

O oficial recebe atualmente um salário de cerca de R$ 22 mil, mas esse valor pode ser cortado pela previdência estadual. Para que isso aconteça, é necessário que a Justiça Militar condene o tenente-coronel e determine a perda da sua patente por causa do crime de feminicídio. Além disso, a Polícia Civil já terminou a investigação do caso e ele já responde como réu na Justiça comum por assassinato e por tentar adulterar a cena do crime.

O tenente-coronel também enfrenta um processo interno na própria Polícia Militar que pode mudar totalmente a sua situação financeira. Se ele for expulso da corporação ao final desse processo, perderá o direito à aposentadoria integral do Estado e passará para as regras normais do INSS. Caso isso ocorra, o dinheiro que ele recebe por mês será recalculado e poderá cair para o teto máximo pago aos trabalhadores comuns, que hoje é de R$ 8.475,55.

Fonte: G1

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