Licença-paternidade diminui risco de depressão para homens


 Por: Da Redação, A Voz da Região
Fonte: G1

Enquanto a vulnerabilidade emocional das mães após o parto é um tema amplamente conhecido, a saúde mental dos pais de primeira viagem começa a ganhar destaque na comunidade científica internacional. Novas pesquisas publicadas na renomada revista American Journal of Public Health revelam que a licença-paternidade remunerada é uma questão crucial de saúde pública, com impacto direto no bem-estar psicológico masculino.

Um estudo conduzido pela Universidade Northwestern e pelo Hospital Infantil Ann & Robert H. Lurie, em Chicago, analisou dados de mais de 4,2 mil pais e constatou que a ausência desse período de afastamento ou o uso de licenças não remuneradas disparam os índices de transtornos mentais. Homens que se afastaram do trabalho sem remuneração apresentaram 58% mais chances de desenvolver sintomas de ansiedade em comparação aos que receberam o benefício pago, sendo que a pressão financeira foi apontada por 75% dos entrevistados como o principal motivo para não pausar as atividades profissionais. Por outro lado, cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, acompanharam centenas de pais por mais de um ano e identificaram que existe um "tempo ideal" para esse descanso.

O levantamento sueco demonstrou que pais que tiraram entre 14 e 40 semanas de licença apresentaram riscos significativamente menores de desenvolver depressão comparados àqueles que se afastaram por menos de um mês. Diante dos dados, os especialistas alertam que a ampliação de políticas públicas de licença parental e a quebra de barreiras corporativas são urgentes para apoiar os homens na transição para a paternidade, garantindo um início de vida mais saudável e equilibrado para toda a estrutura familiar.

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