Por: Da Redação, A Voz da Região
Fonte: G1

A solidariedade de famílias que sofrem com o luto em Sorocaba (SP) tem ajudado a reduzir a fila de transplantes na região. A cidade registra um índice de rejeição para a doação de órgãos de apenas 25%, número consideravelmente menor do que a média de todo o país, que chega a 45%. Segundo a enfermeira Cláudia Santos, coordenadora do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), esse bom resultado se deve ao trabalho humanizado e transparente de acolhimento realizado com os parentes dos pacientes durante os momentos mais difíceis da internação.

Essa decisão transformou a dor da perda em esperança para várias mães da região, como no caso de um jovem de 21 anos que teve seus órgãos doados após um acidente e ajudou a salvar oito vidas. Outro exemplo de impacto real é o de Maria Fernanda Francisco, atualmente com 17 anos, que recebeu um transplante de coração quando tinha 11 anos e hoje reforça a importância de a pessoa avisar a família sobre o desejo de ser doadora. Atualmente, cerca de 50 mil pessoas esperam por um órgão no Brasil, embora o estado de São Paulo tenha registrado um crescimento de 33% no número de doadores entre 2024 e 2025.

Para facilitar o processo e registrar essa vontade oficialmente, os cidadãos contam agora com a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO), oferecida de forma gratuita pelos cartórios. O interessado só precisa preencher um formulário no site oficial da plataforma e realizar uma rápida videoconferência para validar sua identidade. Após a assinatura digital, o documento fica guardado em uma central oficial de dados que os hospitais autorizados consultam diretamente em caso de falecimento do paciente.