Com alta de sarampo nos países da Copa do Mundo, Brasil entra em alerta para risco de novos surtos


O Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre o risco iminente de reintrodução do sarampo no Brasil, impulsionado pelo aumento expressivo de casos nas Américas. O sinal de atenção acende justamente no período que antecede a Copa do Mundo de 2026, uma vez que as três nações anfitriãs do torneio — Estados Unidos, Canadá e México — concentraram 67% das infecções do continente no ano anterior, conforme dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Diante desse cenário de grande circulação de turistas, as autoridades sanitárias recomendam enfaticamente que os viajantes brasileiros tomem a vacina tríplice viral pelo menos 15 dias antes do embarque, visando evitar que a doença seja trazida de volta ao território nacional.

Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) tenha declarado o Brasil novamente livre do sarampo em 2024, o histórico recente serve de advertência, já que o país perdeu essa mesma certificação em 2019 após enfrentar um surto com mais de 21 mil infectados. Atualmente, a cobertura vacinal brasileira da primeira dose atinge 92,66%, mas a dose de reforço decaiu para 78,02%, criando um contingente de jovens e adultos vulneráveis à enfermidade. Especialistas apontam que a hesitação vacinal alimentada por desinformação, somada a disparidades regionais na infraestrutura de saúde — especialmente na região Norte —, fragiliza o bloqueio epidemiológico e abre espaço para a ocorrência de novos focos locais do vírus.

O sarampo é uma infecção viral altamente contagiosa, transmitida de forma aérea por meio de secreções respiratórias, e se caracteriza por febre alta, manchas vermelhas no corpo, dores generalizadas e forte sensibilidade nos olhos. O quadro clínico pode evoluir para complicações graves, como pneumonia, infecções generalizadas e óbito, trazendo maior perigo para crianças menores de um ano e indivíduos imunossuprimidos. Para conter qualquer ameaça, o governo tem intensificado a vigilância laboratorial e os bloqueios vacinais ao redor de casos suspeitos, reforçando que o esquema de imunização disponível gratuitamente nos postos de saúde continua sendo a única forma segura e vital de prevenção.

Fonte: G1

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