TRISTE: 'Não tinha como separar': casal morto em acidente 20 dias após casamento é sepultado junto no interior de SP

Sob forte comoção de familiares e amigos, os jovens Paola Talhatelli, de 18 anos, e Mathias Ambrosini, de 20, foram velados e sepultados juntos na manhã deste sábado (23), no Cemitério Parque Municipal da Paz, em Itapira (SP). O casal, que havia oficializado a união há apenas 20 dias após uma história de amor iniciada na adolescência, perdeu a vida em um trágico acidente automobilístico na Rodovia Vereador Antônio Cazalini (SP-352) na última quinta-feira (21).

Respeitando o forte vínculo afetivo dos recém-casados e o desejo de ambas as famílias, a cerimônia fúnebre conjunta foi marcada por homenagens religiosas e lembranças de uma trajetória interrompida precocemente, mas pautada pela dedicação ao trabalho e pelos sonhos que compartilhavam.

O trágico episódio ocorreu no trecho da rodovia que liga a Jacutinga (MG), quando o veículo ocupado pelo casal rodou na pista após o condutor perder o controle da direção, sendo atingido lateralmente por uma caminhonete que transitava no sentido oposto.

Paola faleceu ainda no local da colisão, enquanto Mathias chegou a receber atendimento médico hospitalar, mas não resistiu aos graves ferimentos. O condutor do outro automóvel envolvido sofreu ferimentos leves e testou negativo no exame de alcoolemia realizado pelas autoridades no momento do atendimento à ocorrência.

No âmbito jurídico e investigativo, a Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito para esclarecer formalmente as dinâmicas do fato e aguarda a conclusão dos laudos periciais emitidos pelo Instituto de Criminalística e pelo Instituto Médico Legal (IML).

De acordo com informações fornecidas pelo setor de investigação local, não foram detectados indícios de conduta criminosa até o momento, apontando para uma provável tendência de arquivamento do caso após a devida apreciação dos relatórios técnicos pelo Ministério Público Estadual. Enquanto o processo legal tramita, as redes sociais e as instituições frequentadas pelas vítimas, incluindo a empresa automobilística onde o jovem trabalhava e a igreja da família, permanecem prestando homenagens públicas à memória e ao legado de companheirismo deixado pelos jovens.

Fonte: G1

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