A direção da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) emitiu um comunicado interno de repúdio e solidariedade à professora Eunice Ostrensky, do Departamento de Ciência Política, após o veículo dela ser pichado no estacionamento da instituição. O ato de vandalismo ocorreu no dia 13 de abril, quando o automóvel recebeu a inscrição “Fora nazistas” sobre um adesivo com a bandeira da Ucrânia. Apesar de a direção da faculdade ter analisado as imagens das câmeras de segurança do local, os responsáveis pelo ataque não puderam ser identificados até o momento.
Na nota oficial, a direção da faculdade criticou severamente a associação direta da bandeira ucraniana ao nazismo, classificando o episódio como uma simplificação preconceituosa contra uma nação que atualmente enfrenta uma invasão e graves crimes de guerra. O posicionamento institucional ganhou o apoio do Centro Universitário de Pesquisa e Estudos Sociais Ísis Dias de Oliveira (CeUPES), centro acadêmico de Ciências Sociais da USP, que publicou um manifesto contra atos de hostilidade e intimidação no ambiente universitário. A entidade estudantil reiterou sua solidariedade à docente e ao povo ucraniano, reforçando também o compromisso com o combate ao fascismo, ao nazismo e à extrema-direita.
O caso também mobilizou professores da instituição, como o chefe do departamento de língua e literatura russa da USP, Bruno Gomide, que utilizou suas redes sociais para prestar apoio à colega e lamentar o preconceito e a ignorância envolvidos no ataque, contextualizando o ocorrido com as recentes mortes de civis por mísseis russos. A autoria do vandalismo segue sob apuração interna no campus. A reportagem buscou contato diretamente com a professora Eunice Ostrensky para que ela pudesse se pronunciar sobre o episódio, mas não obteve retorno até o fechamento desta publicação.
Fonte: G1

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