Polícia prende madrasta e avó de criança de 11 anos que foi morta com sinais de tortura e cárcere privado em SP


A Polícia Civil prendeu, na noite desta quarta-feira (13), a madrasta e a avó paterna de Douglas Kratos, a criança de 11 anos que foi localizada sem vida na residência da família, na Zona Leste da capital paulista. Encaminhadas ao 50º DP, no Itaim Paulista, as duas mulheres são investigadas por tortura qualificada após admitirem que tinham conhecimento de que o garoto era mantido acorrentado ao pé de uma cama. A detenção ocorre dias após a prisão em flagrante do pai da vítima, Chris Douglas, que já foi indiciado por tortura e morte, tendo sua prisão convertida em preventiva pela Justiça.

Em depoimentos às autoridades, os familiares confirmaram o uso das correntes sob a justificativa de impedir que o menino fugisse de casa, alegando que as lesões visíveis em suas pernas eram decorrentes dessa restrição física. Enquanto a madrasta relatou que tanto o pai quanto a avó participavam do acorrentamento ao longo dos últimos cinco anos, a idosa de 81 anos atribuiu a responsabilidade apenas ao filho. O caso veio à tona quando a própria família acionou o Samu; no entanto, ao chegarem ao local, os socorristas constataram que a criança já estava morta, apresentando sinais evidentes de maus-tratos, hematomas pelo corpo e extrema magreza.

As investigações agora se concentram na análise de equipamentos eletrônicos e no sistema de monitoramento interno da residência para determinar a extensão da participação de cada envolvido. Segundo relatos de vizinhos, o pai omitia a existência de Douglas, mencionando possuir apenas dois filhos menores. A polícia aguarda os laudos necroscópicos para confirmar a causa exata do óbito, enquanto o Ministério Público avalia a continuidade das acusações de sofrimento físico e mental contínuo, que podem resultar em penas severas para os responsáveis pela custódia do menor.

Fonte: G1

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