A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta terça-feira (12) que a estatal avalia um aumento iminente nos preços da gasolina vendida às distribuidoras. Durante videoconferência com analistas, a executiva destacou que o reajuste deve ocorrer em breve, mas ressaltou que a decisão depende de uma análise cautelosa para não comprometer a participação de mercado da companhia. A principal preocupação reside na competitividade do combustível fóssil frente ao etanol, especialmente após a queda nos preços do biocombustível impulsionada pelo início da safra de cana-de-açúcar.
O cenário de reavaliação de preços ganha força com a recente disparada do valor do petróleo no mercado internacional, motivada pelos conflitos no Oriente Médio. De acordo com dados da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem nos preços internos chega a 65% para a gasolina e 30% para o diesel em relação à paridade internacional. Magda Chambriard reforçou que a empresa precisa garantir que o aumento não incentive os motoristas a migrarem para o etanol, o que resultaria em uma perda de volume de vendas para a Petrobras nos postos de abastecimento.
Em Brasília, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu a necessidade de a estatal ajustar seus valores diante da pressão externa, embora tenha classificado a definição dos preços como uma tarefa de gestão técnica da própria empresa. O ministro defendeu que o país deve se preparar para os impactos inflacionários da guerra sem se tornar "sócio" dos custos elevados gerados pelo conflito. O governo, como acionista controlador, acompanha o processo de perto, enquanto a diretoria da Petrobras busca equilibrar a rentabilidade da companhia com a manutenção de sua fatia estratégica no mercado nacional de combustíveis.
Fonte: G1

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