O hospital Radboudumc, em Nijmegen, colocou 12 funcionários em quarentena preventiva por seis semanas após o manuseio de amostras de um paciente infectado com hantavírus sem o uso de protocolos rigorosos. A instituição informou que a medida foi adotada após a recepção de um passageiro do navio MV Hondius no dia 7 de maio, ressaltando que, embora o risco de infecção seja considerado muito baixo, a investigação interna buscará evitar novas falhas. Enquanto isso, a embarcação segue viagem rumo à Holanda com tripulação reduzida para desinfecção, após o desembarque de todos os passageiros nas Ilhas Canárias sob supervisão da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O surto, iniciado em abril após a partida do cruzeiro de Ushuaia, na Argentina, já resultou em três mortes e mobiliza autoridades de saúde em diversos países europeus. Atualmente, a OMS contabiliza nove casos da cepa Andes, incluindo uma passageira francesa em estado estável na UTI e um cidadão espanhol assintomático sob observação em Madri. Grupos de repatriados, incluindo britânicos e holandeses, foram encaminhados para unidades de isolamento em seus países de origem para cumprir o período de monitoramento de 42 dias recomendado pela organização internacional.
Apesar da gravidade dos casos confirmados, a OMS reitera que a transmissão do hantavírus entre seres humanos é um fenômeno raro, ocorrendo apenas em situações de contato muito próximo. O monitoramento rigoroso estende-se agora aos contatos secundários dos infectados em solo europeu, enquanto o capitão do MV Hondius elogiou a disciplina dos passageiros durante as semanas de confinamento no mar. O caso levanta alertas sobre a segurança sanitária em viagens transoceânicas e a necessidade de protocolos laboratoriais atualizados para lidar com patógenos de alta letalidade.
Fonte: G1

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