Escala 6x1: Após unificação de propostas, ministros serão ouvidos pela comissão que analisa o assunto


O presidente da Câmara, Hugo Motta, adotou uma estratégia intensiva para acelerar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada de trabalho no Brasil. Com a convocação de sessões plenárias de segunda a sexta-feira e a liberação do quórum remoto, Motta busca completar o prazo regimental de dez sessões para emendas já nesta sexta-feira (15). A articulação política visa permitir que o texto seja votado na comissão especial no dia 26 de maio, seguindo para o plenário da Casa logo no dia seguinte, refletindo a prioridade dada ao tema pelo governo em ano eleitoral.

O Palácio do Planalto intensificou o suporte à proposta com a presença de ministros em audiências públicas na comissão especial. Após a participação de Luiz Marinho (Trabalho), os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Guilherme Boulos (Secretaria Geral) são esperados nesta terça (12) e quarta-feira (13) para discutir os impactos econômicos e sociais da medida. Paralelamente ao debate legislativo, o governo também apresentou um projeto de lei que limita a jornada a 40 horas semanais e estabelece a escala 5x2, enquanto a comissão analisa textos mais amplos, como a jornada de quatro dias ou o limite de 36 horas semanais.

A ofensiva em prol da PEC também ganhou contornos emocionais e sociais, com Hugo Motta utilizando o Dia das Mães para defender a proposta como uma pauta humanitária de fortalecimento dos vínculos familiares. Por outro lado, representantes do setor produtivo e economistas alertam para o possível aumento dos custos operacionais e prejuízos à competitividade das empresas. O relator, deputado Leo Prates, mantém um cronograma que inclui seminários em São Paulo e Belo Horizonte, prevendo a leitura do relatório final para o dia 20 de maio, buscando equilibrar o desejo de celeridade com a análise técnica sobre produtividade.

Fonte: G1

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