O proprietário de uma fábrica de plástico foi preso em flagrante por furto de energia elétrica em Itatiba, na última quarta-feira, dia 20. A ação conjunta entre a CPFL Paulista e a Polícia Civil foi motivada por constantes reclamações de moradores da vizinhança sobre quedas frequentes na rede. Segundo a concessionária, a ligação clandestina mantida pela empresa causava uma severa sobrecarga no sistema local, prejudicando o abastecimento de toda a região. A perícia técnica foi acionada para mensurar a extensão da fraude, e o responsável responderá pelo crime previsto no Código Penal, que estipula pena de um a quatro anos de reclusão, além de multa e cobrança retroativa do consumo não faturado.
A concessionária destacou que o impacto dos "gatos" vai além dos prejuízos técnicos e de segurança, uma vez que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) repassa parte dessas perdas para o cálculo das tarifas, encarecendo a conta de luz de todos os consumidores. Para coibir as irregularidades, o Grupo CPFL informou que investiu R$ 90,2 milhões ao longo de 2025 em sistemas de monitoramento remoto, caixas invioláveis e medidores blindados. O gerente de Gestão de Energia e Receita da companhia, Daniel Carvalho, reforçou a importância de que a população continue utilizando os canais oficiais do site ou do aplicativo da empresa para realizar denúncias anônimas.
A operação em Itatiba ocorreu um dia após outra ofensiva semelhante deflagrada na região pela Delegacia de Investigações Criminais Patrimoniais (Deic) de São Paulo com apoio da CPFL Piratininga. Na terça-feira, dia 19, as equipes desmantelaram uma estrutura de furto de energia utilizada para a mineração de bitcoins em galpões situados no Distrito Industrial de Jundiaí e no bairro Terra Nobre, em Louveira. Os imóveis não possuíam medidores regulares, operando computadores de alta potência para a validação de criptomoedas diretamente na rede elétrica. O montante financeiro total desviado por essa organização criminosa ainda está sendo mensurado pela concessionária de energia.
Fonte: G1

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