Crise sanitária no Congo se agrava com investigação de nova epidemia de ebola com 65 mortes suspeitas


O Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças, o Africa CDC, confirmou nesta sexta-feira o início de uma nova epidemia de ebola na província de Ituri, situada no leste da República Democrática do Congo. Exames laboratoriais validaram 13 diagnósticos positivos e quatro óbitos decorrentes da infecção, enquanto outras 233 notificações suspeitas, incluindo 65 mortes, passam por investigação detalhada das autoridades sanitárias. Análises preliminares indicam que o surto atual é provocado por uma variante diferente da cepa Zaire, responsável por uma onda epidemiológica anterior na região sul do país, mantendo as equipes médicas em alerta para identificar a exata linhagem em circulação.

A agência internacional de saúde manifestou profunda preocupação com o elevado potencial de dispersão do patógeno devido ao cenário demográfico urbano e, principalmente, à severa instabilidade política na província de Ituri. A região afetada enfrenta recorrentes confrontos armados entre comunidades locais e a atuação violenta de grupos jihadistas, fatores que tendem a comprometer severamente a segurança e a mobilidade das frentes de ajuda humanitária. O ebola é uma febre hemorrágica altamente letal e contagiosa após o manifesto dos sintomas, que englobam febre, sangramentos e vômitos, exigindo respostas rápidas para contenção de fluidos corporais mesmo com a existência de vacinas modernas.

Diante do risco iminente de propagação transfronteiriça, uma vez que a área do foco faz divisa direta com o Sudão do Sul e a Uganda, o Africa CDC convocou uma reunião de emergência com os governos das nações vizinhas para alinhar protocolos conjuntos de vigilância. Enquanto o governo congolês avalia as medidas de contingência interna em agendas ministeriais, a agência sediada na Etiópia prepara pronunciamentos oficiais para atualizar as diretrizes de assistência internacional. O histórico do continente contabiliza mais de 15 mil mortes associadas à doença nos últimos 50 anos, o que reforça a urgência na blindagem de territórios vulneráveis e sem infraestrutura hospitalar consolidada.

Fonte: G1

Postar um comentário

0 Comentários