Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) confirmaram, nesta segunda-feira, dia 18 de maio, um caso de infecção por Ebola em um profissional de saúde americano que atuava na República Democrática do Congo. O país africano enfrenta um grave surto da doença que já resultou em pelo menos 100 mortes e mais de 390 casos suspeitos registrados, segundo dados divulgados pela emissora britânica BBC. O paciente infectado será transferido para a Alemanha para receber tratamento médico especializado, em uma operação coordenada em parceria com o Departamento de Estado norte-americano, embora o CDC assegure que o risco de disseminação em território dos Estados Unidos permaneça baixo.
A atual crise sanitária preocupa a comunidade científica global por ser causada pela variante Bundibugyo do vírus, uma linhagem considerada mais rara e para a qual ainda não existem vacinas ou tratamentos específicos aprovados. Devido a essa particularidade e ao potencial de propagação geográfica, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o avanço da enfermidade como uma emergência internacional de saúde pública. Além do profissional infectado, há relatos de que pelo menos outros cinco americanos foram expostos ao patógeno no Congo após contatos de alto risco, enquanto os sintomas iniciais da infecção continuam sendo monitorados pelas autoridades e incluem febre, fraqueza extrema, dores musculares e na garganta.
Diante do cenário de alerta na África Central, onde a vizinha Uganda já confirmou casos e um óbito decorrente do vírus, outras nações da região, como Ruanda e Nigéria, anunciaram o reforço imediato nas ações de vigilância sanitária e controle em suas fronteiras. Como medida complementar de segurança, o governo dos Estados Unidos implementou novas restrições preventivas para conter a importação do vírus. O plano inclui o monitoramento rigoroso de viajantes procedentes das áreas afetadas e a limitação temporária da entrada de cidadãos estrangeiros que tenham transitado recentemente pela República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul.
Fonte: G1



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