Os governos dos Estados Unidos, México e Canadá emitiram um comunicado conjunto nesta quinta-feira (28) anunciando a implementação de medidas rígidas de saúde pública direcionadas a viajantes vindos de regiões africanas com alto risco de contágio pelo vírus Ebola. A iniciativa trilateral visa proteger cidadãos e turistas que circularão pela América do Norte durante o período da Copa do Mundo, embora o documento oficial não tenha detalhado os procedimentos operacionais exatos adotados em comum acordo. A ação conjunta ocorre em resposta direta ao posicionamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), que classificou o atual surto na República Democrática do Congo como uma emergência de saúde pública de âmbito internacional, alertando para o elevado risco de propagação da doença.
Individualmente, cada uma das três nações sedes já vinha endurecendo suas fronteiras de forma gradual ao longo dos últimos dias para conter a entrada de potenciais infectados pelo vírus. O governo dos Estados Unidos barrou a entrada de cidadãos não americanos e, posteriormente, estendeu a proibição a portadores de *green card* que estiveram na República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul nos 21 dias anteriores. Paralelamente, o Canadá decretou o bloqueio temporário de 90 dias para residentes dessas mesmas localidades, estipulando uma quarentena obrigatória a partir de 30 de maio para quem desembarcar sem sintomas, enquanto o México reforçou as triagens aeroportuárias e passou a exigir isolamento de 21 dias para indivíduos oriundos do território congolês.
Nos bastidores diplomáticos de Washington, o secretário de Estado, Marco Rubio, reforçou a postura de tolerância zero do governo americano contra a entrada de novos casos da doença no país. Como parte dessa estratégia preventiva, a administração de Donald Trump confirmou que está em negociações avançadas com o governo do Quênia para viabilizar a criação de um centro de quarentena em território africano. O objetivo do projeto internacional é fazer com que cidadãos americanos que tenham sido expostos ao vírus Ebola passem por um monitoramento médico preventivo e cumpram o isolamento necessário na África Oriental antes de receberem a autorização de embarque para o retorno definitivo para casa.
Fonte: G1

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