Um crime de maus-tratos a animais chocou os moradores do Residencial Votorantim Park I, em Votorantim, após um veículo em alta velocidade e no sentido contrário da via atingir violentamente um cachorro no último domingo. O condutor do automóvel fugiu do local sem prestar assistência ao animal, que sofreu ferimentos graves e necessitou de uma intervenção cirúrgica de emergência. Câmeras de monitoramento do condomínio registraram o exato momento da colisão, e as imagens devem auxiliar a Polícia Civil na investigação do caso, que já conta com um boletim de ocorrência formalizado.
A tutora do animal, identificado como Apollo, relatou que estava no interior de sua residência quando ouviu o forte impacto seguido pelos gritos de dor do cão. Ao sair para verificar o que havia ocorrido, ela confrontou o motorista, que chegou a retornar brevemente ao local, mas negou qualquer responsabilidade pelo incidente, atribuindo a culpa ao próprio animal. Segundo a proprietária, o vizinho já havia proferido ameaças contra o cachorro em ocasiões anteriores, o que levanta a suspeita de que o atropelamento não tenha sido um acidente, mas sim um ato deliberado.
O impacto resultou em fraturas severas em duas patas de Apollo, exigindo uma complexa cirurgia ortopédica para a recuperação dos membros. Os custos do tratamento médico, estimados em aproximadamente R$ 3 mil, recaíram inteiramente sobre a família da vítima, uma vez que o motorista envolvido se recusou a arcar com qualquer despesa hospitalar ou reparação pelos danos causados. A discussão entre as partes foi marcada pela indignação da tutora, que destacou a direção perigosa e a imprudência do condutor ao trafegar pela contramão em uma área residencial.
O caso permanece sob análise das autoridades policiais, que avaliam as provas coletadas e os depoimentos das testemunhas para determinar as sanções cabíveis ao motorista. Além da infração de trânsito pela condução perigosa, o homem poderá responder criminalmente por maus-tratos a animais, crime que teve as penas endurecidas nos últimos anos. Enquanto o processo avança na justiça, o animal segue em recuperação sob os cuidados dos donos, que pedem por justiça e por maior segurança dentro do condomínio.
Fonte: G1

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