Antes de capotar carro com a filha de 7 anos na Dutra, pai ameaçou a mãe por mensagem: 'Vai se arrepender'


Um homem de 43 anos teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva após capotar propositalmente o automóvel em que transportava a própria filha, de apenas 7 anos, no quilômetro 141 da Via Dutra, em São José dos Campos. O crime, ocorrido na manhã de quarta-feira (20), foi antecedido por uma série de mensagens com tom de ameaça enviadas à ex-esposa durante a madrugada, motivadas pela não aceitação do fim do relacionamento.

Pouco antes da colisão, o suspeito realizou uma chamada de vídeo para a mãe da criança, na qual exibia a menina no banco dianteiro enquanto confessava ter ingerido bebidas alcoólicas, dirigia em alta velocidade e ameaçava provocar o acidente como forma de chantagem emocional.

Imediatamente após a interrupção da ligação, a mãe acionou a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que iniciou buscas na rodovia e localizou o veículo, um GM Corsa prata, capotado em um barranco às margens da pista. O condutor sofreu apenas ferimentos leves, enquanto a criança, que ficou parcialmente submersa em uma poça d'água e foi resgatada do interior do automóvel por uma testemunha, foi encaminhada ao Hospital Municipal da Vila Industrial.

No local do atendimento, os agentes federais submeteram o motorista ao teste do etilômetro, que confirmou o estado de embriaguez ao volante, reforçando a tese policial de que o capotamento foi executado de maneira premeditada pelo pai.

Em depoimento, a mãe da vítima relatou que o ex-companheiro utilizava frequentemente o acesso à filha como pretexto para contornar bloqueios virtuais e forçar comunicações indesejadas com ela. Abalada, a mulher detalhou o desespero de presenciar a filha sorrindo e se despedindo por vídeo segundos antes da linha cair e o crime ser consumado.

As identidades dos envolvidos foram preservadas pelas autoridades policiais e pelos órgãos de imprensa em estrita conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), visando resguardar a privacidade e a integridade psicológica da menor sobrevivente.

Fonte: G1

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