Ação da Receita Federal contra crimes fiscais faz buscas e apreensões em empresa de Itupeva


Uma empresa localizada em Itupeva foi um dos alvos da Operação Fluxo Oculto, deflagrada pela Receita Federal na última quinta-feira para combater um grande esquema de fraudes, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis. A ação representa a segunda fase da Operação Carbono Oculto e mobilizou o cumprimento de 59 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e jurídicas em cinco estados brasileiros. No estado de São Paulo, além de Itupeva, as vistorias e apreensões ocorreram em diversos municípios, incluindo a capital paulista, Barueri, Atibaia, Paulínia, Santos, Sorocaba e São José do Rio Preto.

As investigações apontam que os suspeitos utilizavam seis empresas de tecnologia financeira, conhecidas como fintechs, para operar um tipo de banco paralelo que dificultava o rastreamento das movimentações de dinheiro pelas autoridades. Essas plataformas financeiras foram responsáveis pela movimentação de mais de 26 bilhões de reais entre os anos de 2022 e 2025. O objetivo principal desta nova etapa da operação é aprofundar a identificação de todos os participantes da organização criminosa, além de reunir novas provas documentais sobre as transações financeiras suspeitas realizadas pelo grupo.

Outro ponto central da apuração envolve o desvio de nafta petroquímica de sua finalidade industrial padrão para ser misturada clandestinamente a combustíveis automotivos vendidos em postos. Essa prática de adulteração gerou um prejuízo estimado em cerca de 200 milhões de reais em impostos que deixaram de ser arrecadados pelos cofres públicos. Para combater a organização, a Receita Federal contou com o apoio estratégico do Ministério Público, do Gaeco, da Secretaria da Fazenda de São Paulo, da Agência Nacional do Petróleo, da Procuradoria do Estado e de forças policiais de segurança.

Fonte: IA

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