A 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Mateus, na Zona Leste de São Paulo, instaurou um inquérito policial para investigar o estupro coletivo de uma adolescente de 14 anos, que possui deficiência intelectual. O crime ocorreu em fevereiro deste ano, mas a mãe da vítima só tomou conhecimento do fato nesta semana, após identificar a filha em registros em vídeo que circulavam em redes sociais e aplicativos de mensagens. Até o momento, as autoridades apuraram que todos os 12 suspeitos de participação no ato também são adolescentes, sendo que dez deles já foram devidamente identificados pela equipe de investigação e dois prestaram depoimento, embora nenhum tenha sido apreendido até o momento.

A delegacia especializada informou que pretende representar pela custódia dos envolvidos nos próximos dias para garantir o andamento das investigações e a proteção da vítima. Procurada, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que as diligências estão em andamento para o total esclarecimento dos fatos, destacando que os detalhes do caso serão rigorosamente preservados por envolver menores de idade e por se tratar de um crime de natureza sexual. O caso expõe a gravidade do compartilhamento digital de crimes dessa natureza e mobiliza o setor de inteligência da polícia para rastrear a origem das mídias.

O episódio guarda semelhanças com outro crime correlato ocorrido há cerca de um mês também na Zona Leste da capital, onde duas crianças, de 7 e 10 anos, foram vítimas de estupro coletivo praticado por quatro adolescentes e um adulto de 21 anos. Naquela ocasião, as vítimas foram atraídas sob o pretexto de empinar pipa e os abusos foram igualmente filmados e distribuídos virtualmente, culminando na apreensão dos menores na capital paulista e na prisão do adulto no interior da Bahia. O histórico recente acende um alerta vermelho para as autoridades de segurança pública e conselhos tutelares da região metropolitana a respeito da reincidência desse modus operandi brutal.

Fonte: Metrópoles