Juliana Morato, que passou por longas internações em um hospital psiquiátrico, encontrou acolhimento em uma residência terapêutica no Jardim Liberdade, Jundiaí, em 2018. Esta unidade é uma das três Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT) do município, parte da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que visa reabilitação e autonomia, oferecendo suporte 24 horas para pessoas com histórias de internações prolongadas.
A residência Liberdade é exclusiva para mulheres e, segundo a coordenadora Raquel Kubitza Valente, oferece um tratamento humanizado, contrastando com o modelo manicomial que prevaleceu por décadas. "Aqui, eles recuperam o que foi tirado deles por anos", destaca.
Cada SRT conta com equipes de enfermagem e cuidadores disponíveis diariamente, promovendo atividades comunitárias e passeios. A mãe de Juliana, Magali Teixeira, observa melhorias significativas na filha desde sua chegada à residência.
A Reforma Psiquiátrica no Brasil (Lei 10.216/2001) transformou o modelo de saúde mental, priorizando o cuidado em liberdade. Em Jundiaí, o atendimento em saúde mental é gratuito pelo SUS, com quatro Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e serviços que incluem escuta acolhedora, práticas integrativas e atendimentos médicos e psicológicos.

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