O mercado financeiro brasileiro apresentou um comportamento de estabilidade e recordes pontuais nesta segunda-feira (20), com o dólar encerrando o dia em queda de 0,17%, cotado a R$ 4,9746 — o menor patamar registrado em mais de dois anos. Paralelamente, o Ibovespa operou em leve alta de 0,20%, alcançando os 196.132 pontos. O cenário foi influenciado por sinais ambíguos vindos do Oriente Médio, onde o otimismo do presidente Donald Trump sobre um possível acordo rápido com o Irã contrastou com a postura cautelosa de Teerã e com ataques a embarcações no Golfo de Omã, fatores que impulsionaram o preço do petróleo Brent em mais de 5%.
Apesar do alívio momentâneo no câmbio, o clima de incerteza geopolítica gerou reflexos negativos nas expectativas econômicas de longo prazo no Brasil. De acordo com o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central, analistas elevaram as projeções de inflação para 2026, agora estimada em 4,80%, patamar que ultrapassa o teto da meta estabelecida. Diante desse risco inflacionário, o mercado revisou para cima a previsão da taxa Selic para o fim do próximo ano, elevando-a de 12,50% para 13%, sinalizando que o ciclo de cortes de juros pode ser menos agressivo do que o inicialmente esperado pelos investidores.
No plano internacional, a diplomacia ganha um novo capítulo com a esperada chegada do vice-presidente dos EUA, JD Vance, ao Paquistão, visando mediar o conflito que ameaça rotas globais de energia. Enquanto as bolsas asiáticas fecharam o dia em terreno positivo, os índices em Wall Street e na Europa registraram perdas, refletindo a volatilidade causada pelo receio de uma escalada militar. A condução das relações entre Washington e Teerã permanece como o principal fiel da balança para os ativos globais, mantendo investidores em alerta sobre os impactos diretos nos preços das commodities e nas políticas monetárias das principais economias.
Fonte: G1

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