Uma mancha esverdeada, resultado da proliferação de algas, se estende por 105 quilômetros do Rio Tietê, afetando cidades como Adolfo, Buritama, Novo Horizonte e Sales, em São Paulo. O fenômeno, visível em imagens de satélite, preocupa moradores, turistas e pescadores devido à coloração intensa da água, mau cheiro e aspecto de lodo, que têm impedido o uso do rio para lazer e causado coceira na pele de quem entra em contato.
As algas se reproduzem rapidamente devido ao aumento de nutrientes, originados de esgoto doméstico, industrial e fertilizantes agrícolas, caracterizando o processo de eutrofização. Especialistas da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) alertam que esse fenômeno é mais comum nesta época do ano, quando as temperaturas elevadas e chuvas recentes favorecem o crescimento das algas. Além disso, a proliferação anormal consome oxigênio e pode levar à mortandade de peixes.
A situação é alarmante e ressalta a necessidade de controle das plantas aquáticas invasoras, que afetam a qualidade da água e dificultam a navegação no rio. Com o aumento das chuvas intensas no verão, os nutrientes são carregados para o ecossistema aquático, acentuando a eutrofização. Essa questão não só impacta o ambiente, mas também a economia local, com pescadores relatando prejuízos significativos.
Fonte: G1



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