Preso desde 3 de março, o médico Paulo Adriano Pustay é suspeito de atropelar oito pessoas e de tentar matar o próprio irmão. Durante depoimento, ele negou a intenção de cometer os atos, alegando que um dos atropelamentos ocorreu ao desviar de um cachorro. De acordo com o delegado Fabio Mota Lopes, Pustay relatou que foi à casa de um familiar em Presidente Lucena para "tomar um mate". Apesar de sua versão, ele foi indiciado por tentativa de homicídio e segue em prisão preventiva, sem contato com sua defesa até o momento.
O médico admitiu que foi à propriedade do irmão durante a madrugada, onde colidiu seu carro contra o portão e a varanda da casa. Ele usou uma tábua para arrombar a porta após o irmão não atender, mas negou a intenção de ferir ou matar o parente, embora a polícia considere que Odalci escapou da agressão ao pular uma janela. Em relação a outro atropelamento, de um homem de 73 anos, Pustay afirmou que foi um acidente, alegando que a vítima estava "no meio da estrada" quando ele desviou de um cachorro.
Pustay foi indiciado em dois inquéritos, um em Presidente Lucena e outro em Novo Hamburgo, onde a polícia investiga cinco atropelamentos ocorridos no mesmo dia, que foram considerados intencionais. O delegado Alexandre Quintão destacou que as análises de imagens mostram que o médico alterava a trajetória do veículo para atingir os pedestres. Uma das vítimas, que caminhava com crianças, conseguiu se desviar e sofreu apenas lesões leves. As investigações continuam, e a polícia não identificou uma motivação clara para os atos, suspeitando de um surto psicótico.
Fonte: G1

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