As cenas gravadas em Cabreúva para a minissérie “Emergência Radioativa” revelam uma história real que ainda impressiona o Brasil. Um dos personagens centrais desse episódio é Devair Alves Ferreira, proprietário de um ferro-velho em Goiânia, e figura-chave no trágico acidente com o Césio-137, ocorrido em 1987.
Foi em seu estabelecimento que a situação se tornou ainda mais grave. Devair adquiriu, sem saber do perigo, uma cápsula de chumbo de aproximadamente 100 quilos, trazida por dois catadores de sucata. O objeto havia sido retirado de um prédio abandonado que abrigava um antigo instituto de radiologia.
Ao abrir a cápsula, Devair e seus funcionários se depararam com um pó azulado que brilhava no escuro. Ignorando os riscos, o material foi manuseado e compartilhado com familiares e amigos. O que parecia curioso e atraente era, na realidade, altamente radioativo, marcando o início de um dos maiores desastres radiológicos da história urbana do Brasil.
Embora tenha sobrevivido ao acidente, Devair carregou as consequências emocionais por muitos anos. Relatos da família indicam que ele nunca conseguiu lidar com a culpa pelo ocorrido. O mesmo se aplica a pessoas próximas, cujas vidas também foram profundamente afetadas pela contaminação.
Essa história poderosa e humana serve de base para a série, que foi parcialmente filmada em Cabreúva. Durante as gravações, em 2025, ruas da cidade foram transformadas em cenários que reviveram momentos críticos, ilustrando como decisões simples, tomadas sem informação, podem levar a consequências devastadoras.
Agora, com a produção disponível na Netflix, o público pode acompanhar a reconstrução desse caso marcante, reconhecendo os cenários de Cabreúva que ajudaram a contar essa história para o Brasil e o mundo. Assim como demonstrado na série, o recipiente com o Césio-137 permaneceu dias em uma cadeira na Vigilância Sanitária.
Fonte: Portal da Cidade Cabreúva

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