Nesta sexta-feira (9), a Rússia confirmou ter realizado um ataque à capital da Ucrânia, Kiev, utilizando o sistema de mísseis supersônicos Oreshnik, que possui capacidade nuclear. Embora esses mísseis possam transportar ogivas nucleares, não há indícios de que os utilizados no ataque desta madrugada estivessem equipados com elas.
De acordo com autoridades ucranianas, ao menos quatro pessoas morreram e 22 ficaram feridas em decorrência dos ataques. A força aérea ucraniana informou que a Rússia lançou 36 mísseis e 242 drones em território ucraniano. O exército russo afirmou que a ofensiva foi uma resposta a uma tentativa de ataque à residência de Putin em dezembro de 2025.
Os ataques visaram a infraestrutura energética da Ucrânia, que apoia seu complexo militar-industrial e as instalações de fabricação de drones. O sistema de mísseis Oreshnik foi ativado após a acusação do ataque, conforme comunicado do Ministério da Defesa Russo. Esses mísseis hipersônicos superam cinco vezes a velocidade do som, tornando sua detecção e interceptação extremamente complexas. A Rússia utilizou o Oreshnik pela primeira vez em novembro de 2024, em um disparo experimental contra uma fábrica em Dnipro.
O Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, manifestou que o ataque representa uma "grave ameaça" à segurança europeia e está informando os EUA e a Europa sobre os detalhes do ataque, pedindo que aumentem a pressão sobre a Rússia.
Fonte: G1
Foto: REUTERS/Valentyn Ogirenko


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