Jogo do tigrinho causa vício e adoece moradora de Cabreúva



No bairro Vilarejo, em Cabreúva, os vizinhos perceberam que algo tinha mudado na rotina de “Dona Cleide”, nome fictício usado nesta reportagem para preservar a identidade da moradora. Antes animada, participativa e sempre presente nas conversas do dia a dia, ela passou a se isolar, andar cabisbaixa e com o celular sempre nas mãos. Aos poucos, deixou de fazer suas tarefas e começou a perder o sono.

Tudo começou com uma aposta pequena no tal jogo do tigrinho, que apareceu em um vídeo nas redes sociais. “Coloquei R$ 20 só pra ver como era. Ganhei R$ 80 de cara. Aquilo me animou, parecia uma chance de resolver as contas”, conta ela. O que parecia uma oportunidade, no entanto, virou um problema sério. Veio a fase das perdas e, com ela, a tentativa constante de recuperar o dinheiro jogando ainda mais.

“Não conseguia mais dormir direito. Acordava no meio da noite pensando no jogo. Quando via, já tinha gastado o que não podia. E o pior, sem conseguir parar”, desabafa. O jogo virou uma obsessão e passou a afetar sua saúde física e emocional.

Segundo o psiquiatra consultado pela reportagem, o vício em jogos online, mesmo aqueles que parecem simples e inofensivos, pode causar efeitos parecidos com os de outros vícios graves. “Esses jogos são construídos para estimular o cérebro a buscar recompensas rápidas. Isso cria um ciclo difícil de romper e pode levar a quadros de ansiedade, depressão e insônia”, explica.

Enquanto isso, o jogo do tigrinho continua acessível, espalhado em anúncios e vídeos que prometem lucros rápidos. Mas por trás da aparência colorida e animada, ele tem provocado um estrago silencioso na vida de muitas famílias de Cabreúva.

Fonte: Portal da Cidade Cabreúva

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