O mês de janeiro é marcado pela campanha Janeiro Roxo, voltada à conscientização e prevenção da hanseníase. Em Jundiaí, a Secretaria de Promoção da Saúde reforça o cuidado contra a doença, ampliando as ações de orientação, vigilância e acesso ao diagnóstico precoce, incluindo um questionário online para avaliação de sintomas suspeitos e encaminhamento adequado dos casos. Clique aqui para ter acesso ao questionário.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele, os nervos periféricos e, em alguns casos, os olhos e vias respiratórias superiores.
Ela se manifesta aos poucos, tendo como sinais mais comuns: manchas na pele (claras, avermelhadas ou acastanhadas), perda ou diminuição da sensibilidade nessas manchas (como não sentir dor, calor ou frio), formigamento ou dormência, especialmente em mãos e pés, fraqueza muscular e, em quadros mais avançados, pode haver lesões e deformidades se não houver tratamento.
Ela não se espalha facilmente; exige contato próximo e prolongado com uma pessoa não tratada.
Apesar de ser uma das doenças mais antigas do mundo, a demora na busca pelo atendimento e o estigma histórico são alguns dos fatores que contribuem para que ela ainda circule. “Por esse motivo, adotamos novas estratégias de vigilância para que, além da rede de unidades de saúde que preenchem o formulário de casos suspeitos atendidos, agora qualquer pessoa que se identifique com um ou mais sinais ou sintomas da doença pode enviar suas informações e, se verificada alguma alteração, é feito um contato para agenda uma avaliação. Essa busca ativa é essencial para detectarmos os casos precocemente”, afirma a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Jundiaí, Carolina de Azevedo.
Além de preencher o formulário, o munícipe que apresentar qualquer sintoma atípico pode procurar sua Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência, onde será acolhido e avaliado caso a caso para um diagnóstico precoce. O tratamento contra a hanseníase é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e funciona não apenas como proteção individual, mas como ferramenta para interromper a transmissão e controlar a doença.
Segundo dados da Vigilância Epidemiológica de Jundiaí (VE), o número de casos de hanseníase detectados no município cresceu do ano passado para cá: em 2025, até o mês de novembro, foram 20 diagnósticos, enquanto em 2024 foram 15, no mesmo período. O Brasil é o segundo país do mundo em novos casos, segundo boletim do Ministério da Saúde (OMS). Em 2022, o mundo enfrentou mais de 174 mil novos casos de hanseníase. “Os indicadores referentes a 2025 refletem o trabalho conjunto da Vigilância Epidemiológica, do Ambulatório de Moléstias Infecciosas e das unidades de saúde da atenção primária para monitorar a doença no município e prestar o melhor atendimento aos pacientes”, completa a diretora de Vigilância em Saúde, Flávia Pagliarde Cerezer.


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