Os dois adolescentes suspeitos de maus-tratos ao cão comunitário Orelha, que faleceu após agressões na Praia Brava, em Florianópolis, retornaram ao Brasil após uma viagem aos Estados Unidos.
A Polícia Civil informou que eles deixaram o país após a morte do animal, para uma "viagem pré-programada". Os jovens foram intimados a prestar depoimento após a coleta de provas, incluindo a apreensão dos celulares.
A investigação aponta que quatro adolescentes estão envolvidos no espancamento de Orelha, mas os nomes e idades dos suspeitos não foram divulgados, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Outros dois adolescentes já haviam sido alvo de uma operação policial anterior. Além disso, três adultos — dois pais e um tio — foram indiciados por suposta coação de uma testemunha, um vigilante que poderia auxiliar na investigação.
O cão Orelha foi agredido em 4 de janeiro e, após ser encontrado ferido, foi levado a uma clínica veterinária, onde precisou ser submetido à eutanásia no dia seguinte. Exames indicaram que ele foi atingido na cabeça com um objeto contundente.
A investigação também analisa um possível caso de afogamento de outro cão, Caramelo, na mesma praia, com imagens e testemunhos apontando para a ação dos adolescentes. Orelha era um cão querido da comunidade, conhecido por sua docilidade e cuidado por moradores locais.
Fonte: G1

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