Polícia investiga suicídio de funcionário que cuidava das câmeras de clube onde petista foi morto - A Voz da Região

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quarta-feira, 20 de julho de 2022

Polícia investiga suicídio de funcionário que cuidava das câmeras de clube onde petista foi morto

O assassinato do tesoureiro do PT de Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda, na semana passada tem mais um capítulo. O vigilante Claudinei Coco Esquarcini, de 44 anos, responsável por operar o equipamento de vigilância do clube onde o crime aconteceu, cometeu suicídio neste domingo (18), ao jogar-se de um viaduto em Medianeira. A Polícia Civil do Paraná de investigar a morte de Claudinei e para apurar se ela tem relação com o crime da semana passada. Ele era vigilante da Itaipu e um dos diretores da Aresf (Associação Recreativa Esportiva Segurança Física de Itaipu), onde ocorreu o crime. Segundo depoimentos à polícia, Claudinei também era o responsável por passar a senha de acesso das imagens das câmeras. A defesa da família de Marcelo Arruda pediu à Vara Criminal de Foz do Iguaçu nesta segunda-feira (18) mais diligências para apurar o caso. Na petição enviada à Justiça, os advogados pedem que seja determinada busca e apreensão do celular de Claudinei, e a quebra dos sigilos telefônico e telemático. “Tais diligências permitirão saber se tais imagens estavam, disponíveis aos diretores da Aresf, se foram compartilhadas, mensagens trocadas, instigações ou não havidas, tudo dando conta da busca da motivação do criminoso. Quem são os diretores? De que forma atuaram ou não? Partícipes ou não no fato criminoso? Quem disponibilizou as imagens? Quem tinha as senhas?”. O policial penal federal Jorge José Guaranho, acusado de ser o autor do assassinato de Marcelo Arruda, viu imagens do aniversário da vítima, antes de ir ao local e matar o guarda municipal e tesoureiro do PT. Guaranho estava em um churrasco em outro clube quando assistiu às cenas da festa de Arruda. Na última quinta-feira (14), a Polícia Civil indiciou o agente penitenciário Jorge Guaranho pelo assassinato a tiros de Marcelo Arruda por crime de homicídio duplamente qualificado, mas descartou a tese de crime político.

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