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Corpo da filha de mulher que usou enxada para buscar parentes em Petrópolis é reconhecido: 'Era a coisa mais linda que tem'

Segundo matéria do portal G1 uma das cenas marcantes da tragédia em Petrópolis foi a de Gizelia de Oliveira Carminate, de 36 anos, usando uma enxada para cavar a lama e tentar encontrar parentes soterrados (veja no vídeo abaixo). Link do vídeo >https://g1.globo.com/rj/regiao-serrana/noticia/2022/02/16/corpo-da-filha-de-mulher-que-usou-enxada-para-buscar-parentes-em-petropolis-e-reconhecido-era-a-coisa-mais-linda-que-tem.ghtml?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1 No início da tarde, a agonia se transformou em dor: a moradora de Juiz de Fora (MG) recebeu a confirmação de que a filha, Maria Eduarda Carminate de Carvalho, de 17 anos, tinha tido o corpo reconhecido.

"Minha filha era a coisa mais linda que tem no mundo. Te juro por deus. Uma princesa, 17 anos", disse Gizelia, muito emocionada.  A mãe saiu ainda de madrugada, de Juiz de Fora, a cerca de 120 quilômetros de Petrópolis, para buscar pela filha. Usou as mãos e outros objetos para tentar escavar. Chegou a perder a unha de tanto tentar cavar.

Gizelia contou que Duda foi encontrada no sofá abraçada à madrinha, Tânia, e à neta dela, a bebezinha Helena, de 1 ano. "Te amarei eternamente. Você levou metade de mim😭 Luto eterno, minha princesa", postou Gizelia.

Mais cedo, Gizelia cobrava ajuda para tentar achar os parentes. “Tem que mexer, mas ninguém tá mexendo. É uma bebê de 1 ano sem respirar debaixo dessa lama. Você consegue?”, questionou (veja abaixo).

Duda era uma das dezenas de soterradas no Morro da Oficina, um dos locais mais devastados pela chuva em Petrópolis. Em seis horas, choveu o previsto para todo o mês de fevereiro. Segundo os moradores, uma estamparia e um bar estavam em pleno funcionamento no começo do temporal.



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